quarta-feira, 31 de março de 2010

Amo muito...

Que es  tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda -
- Ah! desculpa principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho - Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que eles fazem - Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos.
Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços.

Criar laços?
Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o unico no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

Começo a compreender, disse o principezinho.
Existe uma flor. . . eu creio que ela me cativou ...

É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra ...

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom ! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse
música.

E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo ...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm maisamigos, Se tu queres um amigo, cativa-me !

Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva.

Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada.

A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia,te sentarás mais perto ...
Np dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!

Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração ... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa, É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com asmoças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso!

Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias !
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah ! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse ...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar ! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada !

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo.Ela é agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei como pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se,ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.

E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito
simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível
para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar...
Eu juro pra vocês que eu não me acho melhor do que ninguém, como muita gente pensa. O que acontece é que algumas vezes eu acabo dando uma de irmã mais velha dando conselhos que são ouvidos como sermãos. Eu concordo que conselho é algo complicado. Eu mesma não suporto pessoas que desconhecem a minha vida, as minhas atitudes, meus planos, meus pensamentos e vêm me dar conselhos furados baseados no que elas imaginam de mim, que não é a verdade.
Mesmo assim, me sinto na obrigação de dizer algo como uma pessoa religiosa e também experiente que já viu e aprendeu muita coisa na vida, com os próprios erros e com os erros dos outros, através da observação crítica e da religiosidade.
Não existe bônus sem ônus. Não tem milagre, não tem esperteza de passar alguém pra trás ou de escolher o caminho mais fácil que vá dar a vitória a alguém.
Simplesmente porque o prêmio está justamente no ônus, o valor que as coisas têm para nós, é proporcional ao sacrifício para obtê-las.

Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante... de Antoine de Saint-Exupéry.

O caminho é o importante, não o destino. O que acumulamos no caminho é o maior prêmio, as gotas de suor e sangue que em vez de nos fazerem chorar, nos fazem sorrir!
O relembrar as amarguras com a alegria daquele que venceu a si mesmo e conquistou mais do que uma vitória, um aprendizado para si e para dividir com os outros. E quantas coisas aprendemos nessas batalhas, quantos defeitos nosso que descobrimos e consertamos... para aqueles que não podem compreender esse valor, eu lamento. Ainda terão muitas dores para compreender o verdadeiro valor das coisas, dores impostas e não escolhidas. Mas haverá o dia em que todos procurarão seguir o caminho estreito sem pensar duas vezes.

domingo, 28 de março de 2010

Mudança de postura perante à vida

Por que é importante no emagrecimento?
Pelo fator psicológico envolvido. O comer exagerado e compulsivo é sinal de que algo está errado em alguma área, que está sendo descontado na comida.
Isso ocorre porque, quando somos bebês, e choramos, nossa mãe nos acalma dando o peito. Nosso subconsciente guarda a impressão de que comendo nossas aflições vão passar assim como quando éramos bebês.
Avaliar os motivos que nos levam a comer é um início. Fazer-se algumas perguntas como: Estou com fome ou vontade de comer? Eu preciso comer isto? Qual problema que estou enfrentando que estou descontando na comida?
Agir. Não deixar as coisas pendentes para trás. Resolver o que pode ser resolvido e ter a consciência de que algumas coisas não podem ser resolvidas na hora que queremos, que é preciso paciência e fazer o possível, o que depende de nós.
Aos poucos, a ansiedade diminui, e a compulsão vai diminuindo também, o que não significa que a vigilância deva diminuir. Para quem já foi compulsivo, a vigilância deve ser constante.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Meus pais são absolutamente incríveis. Pena que demorei tanto tempo para perceber isso. Olhando outros pais, percebo o quanto os meus são valiosos.
É difícil encontrar pai e mãe que apóiem uma mulher de 26 anos formada ficar em casa o dia todo estudando pra concursos, sem trabalhar. Não estou só falando de apoio financeiro, mas também psicológico. Apoio de dar força, acreditar, confiar, sentir orgulho. Eles acreditam em mim. Acreditam no meu potencial. Acreditam que eu posso tudo aquilo que eu quiser.
Mas também tem o lado de que, eles vêem o meu esforço, acompanham minha trajetória de estudos e sabem que eu me dedico de corpo e alma. Sabem também pelo meu passado que apesar das dificuldades, eu não desisto e chego aonde quero.
Obviamente que, de todos os objetivos a que me propus até hoje, ser a primeira colocada de um concurso público é sem sombra de dúvidas o mais difícil de todos, por n motivos.
Mesmo assim, quando fico chateada pela demora em chegar lá, por ficar triste por depender financeiramente ainda deles, com todo o amor eles me deixam bem claro que isso tudo, para eles, é um prazer. Deixam ainda claro que se dependesse deles, eu ficaria aqui para sempre. Que eles sabem que um dia terei de ir embora, mas que, além de não me forçarem a sair, eles com certeza vão sentir muito a minha falta quando a hora chegar. 
Agradeço a Deus por esse apoio, sempre, desde os primórdios das primeiras montanhas que escalei onde lá estavam eles me ajudando como podiam. É claro que não são perfeitos e cometeram muitos erros, mas deram o seu sangue por mim. Fizeram o que podiam e o que sabiam. Se não fizeram mais, não foi por maldade, foi porque mais não tinham para dar. 
Nunca vou poder agradecer a eles tudo que me fizeram. O que posso fazer hoje é lutar para que tenha valido a pena todo o esforço e dedicação deles, para ser digna de tanta confiança, e dividir com eles as minhas vitórias, que também são deles.
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